quarta-feira, 17 de junho de 2009

REFUGOS - ZONAS DE APROXIMAÇÃO 2


Este é um tema que continua a dar muito que falar,escrever.Não porque seja polémico mas que dadas as variantes de posições dos obstáculos possíveis por vezes geram algumas duvidas.
No exemplo acima temos refugos por passagem da linha de refugo e refugos por inversão ao sentido da corrida.Na hípica sempre que um cavalo faz um laço é penalizado.No agility é mais ou menos a mesma coisa com a diferença, já falada, de que esse "laço" ou inversão dependendo de onde é feito, dentro ou fora da zona de aproximação do obstáculo seguinte, pode ou não ser penalizado. Dois dos exemplos apresentados na figura acima, letras D e E, mostram claramente que o cão foi á boca errada do túnel. Em D ele abre a trajectória mas não faz a inversão . Apenas perda de tempo. Já em E ele faz uma inversão dentro seguramente da zona de aproximação. Refugo.
Porquê os exemplos B e D não sendo as trajectórias dos cães iguais ambas são consideradas OK ?
Porque em ambos os casos o cão avança lateralmente para o obstáculo correto e não faz inversão evidente.Digo evidente porque no desenho parece que em B há uma ligeira inversão, mas em pista impossível de julgar.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

IX CAMP BRASILEIRO - ETAPAS FINAIS

Este fim de semana acontecem as duas ultimas etapas do IX Campeonato Brasileiro de Agility.Mais uma vez todos os competidores estão de parabéns.Do iniciante ao grau III temos visto muita evolução , garra e luta pela vitória.Domingo por certo uns festejarão títulos e outros não,mas todos serão vencedores no empenho que têm mostrado e pelas belas exibições.Já o disse e vou repetir.Principalmente o grau III tem um grupo de participantes de certeza pouco comum dada a grande equivalência das duplas participantes.Também o grau II está muito forte e o grau I traz aí mais qualidade.
Eu irei julgar o Jumping III no sábado e no domingo o agility 1 , segunda manga e o agility 3.
Acho que as pistas que vou apresentar estão bem para os graus e principalmente para as etapas finais em que o nervosismo dos concorrentes já é um factor a ter em conta.

Boa sorte a todos e que vençam os melhores.

terça-feira, 9 de junho de 2009

REFUGOS E ZONA DE APROXIMAÇÃO 1

Clique para ampliar a imagem.

Dada extensão de exemplos que se poderão dar nesta rubrica, vou fazer mais do que uma postagem sobre este tema. Na figura acima alguns exemplos. Cada um deles tem uma letra junto que vai de A a I. Passo a explicar cada um deles:

A - Embora a distância seja normal entre os dois obstáculos o cão passa a linha de refugo antes de abordar correctamente o obstáculo - REFUGO

B - A linha de refugo está sempre do lado em que o cão tem de abordar o obstáculo pelo que no caso ela não foi ultrapassada . NADA

C - Mais uma vez a linha de refugo só se marca a partir do momento que ela está á frente do cão.No caso ele está do lado da abordagem correta e não faz o obstáculo - REFUGO

D - Neste caso o cão depois de estar no lado correto ele aborda o obstáculo - NADA

E - O cão não entra no tunel , passa a linha de refugo e depois entra - REFUGO

F - O cão entra no tunel , sai , e passa a linha de refugo - REFUGO + REFUGO

G - O cão não entende a ordem do condutor e vai em outra direcção ( obstáculo ) O condutor chama e este faz o obstáculo da vez - NADA deve ser marcado pois apenas teve perda de tempo e nada aconteceu dentro da linha de aproximação.

H - O mesmo exemplo só que agora o cão passa alinha de refugo bem na zona de aproximação - REFUGO

I - O cão inverte o sentido de corrida dentro da zona de aproximação - REFUGO.

Todas estas questões fazem parte das GUIDELINES - JUDGES 2009 - FCI

sexta-feira, 5 de junho de 2009

TECNOLOGIA

Quando pensei neste blog estava longe de imaginar que ele fosse despertar o interesse que está a ter.A Vivian me falou de um site que nos dá a noção das visitas ao blog e eu fiz a inscrição nesse site.Com ele não só sabemos quantas pessoas visitam o blog como de onde acessam e o melhor quais as páginas e rubricas mais visitadas.Como que me indicam os pontos que devo aprofundar um pouco mais.Neste momento uma das campeãs é a rubrica - REFUGOS E ZONA DE APROXIMAÇÃO.Assim este fim de semana sem agility oficial, estarei a preparar mais matéria sobre esse tema.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

POR VEZES....

Um juiz é ao mesmo tempo juiz e também espectador previligiado já que está na melhor posição para assistir ao espectáculo.Também é ele que pode ou não "ajudar " a que esse espectáculo seja mais ou menos agradável para quem assiste. Se desenha e monta uma pista e nela as duplas têm um desempenho fluido, torna-se agradável aos olhos de quem assiste. Cada juiz ao fim de algum tempo tem o seu estilo próprio de pistas, mas também está atento ao que de novo vai aparecendo em relação a outras competições.No nosso caso aqui do Brasil ainda mais importante quando o nosso contacto com a Europa se resume ao mundial.Por isso tento estar atento ao que de novo vai aparecendo por lá no que diz respeito principalmente em relação a trajectórias.
Na pista acima isso está evidente em algumas situações.Eu gostei da pista com um todo mas não gostei de uma sequência, como espectador e como juiz , A sequência é 5, 6 e 7. Aquele out no 6 não agregou nada á pista e a entrada do cão na rampa A ficou um pouco "forçada ".Se tivesse de usar hoje esta pista faria o 6 pelo lado normal pois não só iria ficar mais fluido como traria maior dificuldade ao condutor ao evitar o salto em 13 e o tunel em 15.
POR VEZES o desenho engana.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

BRASILEIRO

Este fim de semana mais duas etapas do IX Camp Brasileiro, a 7ª e 8ª.Depois destas restam apenas mais duas já daqui a quinze dias.Irei julgar na 7ª o Agility grau 1 e o agility grau 3.
Infelizmente tem chovido toda a semana e o piso não vai estar nas melhores condições.Fiz as minhas pistas a contar com isso, piso escorregadio e até chuva na hora da prova.Não é a pista que tinha idealizado,espero que esta resulte bem, mas essa fica guardada para a próxima.Espero que tudo corra bem.Boa sorte a todos os concorrentes e para nós juízes.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

REFUGO – ZONA DE APROXIMAÇÃO




Muitas pessoas perguntam a partir de onde e qual o critério usado para definir a chamada zona de aproximação.Zona de aproximação é uma zona anterior a um obstáculo onde inversão de sentido de corrida ou exitação, paragem etc o juiz marca refugo.
Mais ou menos a que distância ela começa? 1mt , 1,5 mt , 2 mt mais ?

Hoje os cães estão cada vez mais bem treinados e rápidos e a abordagem dos obstáculos nomeadamente nos saltos é feita cada vez de mais longe.No caso da figura acima essa abordagem está a ser feita de mais ou menos 1,5 mt.Assim os juizes têm tendência a aumentar um pouco essa zona. No meu caso como uso sempre no mínimo 6 metros de distânica entre dois obstáculos a minha “ zona “ é mais ou menos a meio cerca de três metros antes do obstáculo seguinte.Dentro dessa área qualquer inversão , paragem etc eu marco refugo.

Curiosidade.
Se tivermos em conta que dois saltos estão a seis metros um do outro e que a velocidade média dos cães hoje é de 4,4 mt seg ( agility ) , claro cães de topo e com a abordagem a ser feita de cerca de 1,5 mt antes do salto, temos que o cão fica no solo 1 seg no máximo entre estes dois saltos.

Em próximo post vou falar mais um pouco sobre refugos e linhas de refugo.


Clique para ampliar:

sexta-feira, 22 de maio de 2009

REGRAS,INTERPRETAÇÃO E SUBJECTIVIDADE

O agility tem mais ou menos uns vinte e anos de existência.Cresceu tornou-se talvez o desporto cinófilo mais popular e ainda não consegue ter uns regulamentos que todos entendam.Não me venham dizer que o problema está na tradução porque não é.O problema é que fazem as regras e publicam.Depois alguém chamam a atenção de um erro e vem " guidelines e mais guidelines" e a confusão sempre a aumentar.Moral da história o regulamento da FCI tem 18 páginas e as "guidelines" já vão em 24 páginas,ou seja, custa mais explicar o que se escreveu do que escrever direito.Vem isto a propósito da célebre gangorra da Dory.Até ao momento ninguém da FCI veio dizer afinal o que é aquilo.Simples se sou eu que faço uma regra e a escrevo sei depois interpretá-la ou não?Pois mas aí começa o problema do que escrevo e do que eu quis dizer.è uma questão de interpretação e de subjectividade.Alguns juízes que contactamos sobre esse caso , as suas respostas são verdadeiros compêndios de interpretação e subjectividade.Todos com as suas razões mas sempre discutiveis por eles próprios.Não interpretem que recebemos respostas erradas ou acertadas, isso não está em causa pois a resposta certa esperamos da FCI, mas tanta interpretação e subjectividade nunca esperei. Foi preciso a Dory e o A & C 2009 para vermos que afinal ainda não está tudo escrito sobre regras e julgamentos.Esperemos as próximas "guidelines"com 3o páginas.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

TRÊS OBSTÁCULOS -TRÊS GRAUS DIFERENTES

Muitas vezes os juizes aproveitem as pistas uns dos outros para que as etapas se desenrolem com mais celeridade.Mudam algumas coisas, invertem as pistas etc.Na imagem acima mostramos que com os mesmos três obstáculos e a mesma sequência se podem fazer exercicios para os três graus. Os numeros 2 e 3 aconteceram este fim de semana.
Para mim:
1 - grau 1
2 - grau 2 ou 3
3 - grau 3

POR VEZES NÃO VEMOS.

Por vezes os juízes fazem coisas muito subtis e os condutores no reconhecimento não conseguem ver essa subtileza.Na foto acima, pista do Dan no grau 3 o numero 1 e 2 pequenos eram uma sequência e os 1 e 2 grandes outra.Ora ninguém sabe ao certo como um cão sai da manga, raramente sai a direito. Aí estava o perigo.Era preciso atenção do condutor para que o cão ao sair para o lado direito não fosse directo no distância.Alguns foram.
A casa parece um obstáculo inofensivo.Mas não é como já vimos em outro post.